sexta-feira, 11 de maio de 2012

E aí, quem vai ser?


Olá, Nação Azul.

Desde quarta todos estão comentando e especulando sobre o novo técnico do Cruzeiro, querendo saber quem será e qual ou quais, são as perspectivas para o time esse ano, logo após a contratação deste novo comandante. Fala-se em Adílson, Sampaoli, Levir e Roth, como os mais cotados. Alguns ainda citam Gilson Kleina, Renato Gaúcho, dentre outros.


O meu preferido é Adílson, porém, com ressalvas. Acredito que, se verdadeiras as exigências feitas ao Cruzeiro, que dispense ou afaste Roger e WP9, para que venha, Adílson já estaria fazendo um favor ao nosso elenco, tão sujeito à boicotes e motins. Nem tanto por WP9, que para mim tem sua utilidade, apesar de decepcionar com certa frequência, mas por Roger. O jogador pop é um câncer no elenco, tem influência com os mais jovens, por falar bem e ser bastante esclarecido consegue jogar com a torcida e fazer o seu marketing pessoal, que fez com que Adílson fosse cada vez mais pressionado, mesmo com bons resultados, e Gilberto deslocado para a lateral-esquerda, fazendo com que perdêssemos um dos melhores meias de criação que tivemos recentemente. Não me alongarei mais, pois acredito que os males causados por Roger ao Cruzeiro são bem maiores e significativos, portanto, merece um post em separado.




Além desses fatores, Adílson conhece a torcida e tem uma parte imensa desses torcedores ao seu lado, clamando pelo seu retorno. Com o seu histórico bom dentro do time, não sofrerá tanta pressão por resultados imediatos quanto outros nomes, tal como o de Roth, Kleina e Renato Gaúcho, nomes que sozinhos já carregam desconfiança. Nós conhecemos o trabalho de Adílson e vivemos com ele os melhores momentos e tivemos o melhor time, desde 2003, sabemos da sua competência, dedicação e identificação com a camisa celeste. Outro fator positivo, é o fato de saber montar um time com toque de bola mais refinado, o que pode ajudar muito ao Cruzeiro, por não ter em seu elenco, diversos jogadores incisivos e de velocidade.

Sampaoli, no entanto, também seria um nome excelente, porém, o período de adaptação dos jogadores celestes, ao estilo de jogo dos técnicos estrangeiros seria complicada e necessitaria um trabalho à mais longo prazo, coisa que o Cruzeiro não pode mais se dar ao luxo, com o campeonato nacional batendo à porta. Por isso tudo, obrigado diretoria, por demorar tanto a se mexer.

Quanto à Levir, o último bom trabalho dele no Brasil foi no distante 2007, quando foi campeão mineiro com os nossos rivais, superando o Cruzeiro na final, porém, sofrendo muito com o segundo jogo, em que foram derrotados por 2 a 0, sendo dominados todo o tempo em que os times estavam em igualdade numérica em campo. Depois disso, se exilou no Japão e só retorna agora ao Brasil, ao que parece, pedindo por volta dos R$ 600.000,00 mensais, um absurdo.

Outro bom nome, de retorno mais imediato, é Celso Roth. O gaúcho é o técnico dos times fracos de boas campanhas em Brasileiros, como o Grêmio de 2008 e nosso rival de 2009. Roth consegue resultados mais rápidos, mesmo com times fracos, além de tirar leite de pedra de jogadores contestados, como poderia acontecer com os nossos laterais.

Gílson Kleina é treinador aposta. Montou um grande time com a Ponte Preta, sem, no entanto, ter um elenco de grande qualidade. É uma aposta, porém, sem retorno garantido. A sua Ponte Preta, porém, colocou o "poderoso" time da mídia, o Corinthians, "na roda", dando um show no Pacaembu. Já Renato Gaúcho não é tanto uma aposta., pois já dirigiu grandes times, obtendo bons resultados, o maior complicador seria a falta de bons trabalhos recentes, pois desde 2007 não realiza grandes trabalhos.

Esperamos uma definição rápida, para sabermos se choramos ou comemoramos o nosso novo treinador. Vamos aguardar!

Saudações Celestes!

terça-feira, 8 de maio de 2012

É estranho, mas temos chances.

Olá, nação azul.

Hoje venho falar sobre o jogo de amanhã, que definirá qual time (ou amontoado de jogadores), passará à próxima da Copa do Brasil. Cruzeiro e Atlético-PR se enfrentam no duelo dos péssimos.

De um lado um time horroroso, de segunda divisão, que perdeu a grande chance de abrir boa vantagem sobre o adversário, esse é o CAP, que perdeu a chance de praticamente garantir a classificação no jogo de ida, ao perder um gol ridículo, quando Roger tocou mal a bola para Léo, que foi antecipado por um adversário que saiu sozinho na cara do gol e chutou na trave. Ruim para eles, ruim para nós.

Com sinceridade, não acredito que, mesmo passando de fase na Copa do Brasil, o Cruzeiro tem alguma chance de ser campeão, principalmente porque vai começar a pegar times menos piores, a partir da próxima rodada. Enquanto Vágner Mancini estiver no comando do elenco celeste, acho bastante difícil pensarmos em algo maior que um 13º lugar no Campeonato Brasileiro (sendo otimista) e uma desclassificação na Copa do Brasil, que não seja para um time de 3ª divisão.

Porém, apesar de toda a minha descrença no atual plantel celeste, principalmente por conta de seu comandante, acredito ser totalmente possível obtermos o resultado que precisamos para nos classificarmos amanhã, exclusivamente por causa de um reforço: Souza.

O meia, destro, é daqueles jogadores com característica de retenção da bola para boa distribuição de jogo. Ele tem a característica parecida com a de Roger, no sentido de saber fazer o jogo correr e saber acalmá-lo, porém, é menos técnico que o colega canhoto, no entanto, bem mais regular. Souza não precisa ser provocado para jogar bem, ele atua com uma regularidade tremenda, além de ser experiente suficiente para ajudar Roger a sobressair-se, mesmo com as trapalhadas de Mancini.

Apesar de Montillo ser um craque, não é ele que hoje faria a diferença em favor do nosso time. O argentino tem característica de ser mais incisivo, é um meia atacante, exerce função parecida com a de Kaká nos tempos de Milan e Ronaldinho Gaúcho nos tempos de Barcelona (volto a frisar, FUNÇÃO parecida, o futebol não é o mesmo, infelizmente). Enquanto Souza é um jogador mais cerebral, com características mais parecidas com as de Xavi, Fábregas, Zidane e Pirlo (também só características e funções, o futebol ainda está bem distante).

E é dessa característica que o Cruzeiro sente falta. É por isso que Roger é tão importante quando está em sua melhor forma. Não tendo bons volantes passadores (tanto Leandro Guerreiro, que tem bom desarme e proteção, quanto Marcelo Oliveira, que é rápido e incisivo, não são bons passadores), a função de Souza e Roger fica ainda em maior destaque, por serem os jogadores que acionarão as jogadas dos atacantes e também pelas laterais, mas, sem Montillo, perdem a melhor das opções de ataque celeste.

Se Souza e Roger tiverem boa química em campo, podemos e devemos nos classificar, o que nos prejudica para o campeonato brasileiro, por conta da provável manutenção do atual treinador e o grande responsável pela falta do futebol da equipe celeste, por mais algumas rodadas e principalmente, pelo intervalo que temos até o início do brasileirão, que será de pelo menos uma semana, que poderia ser bem usada por um treinador como Renato Gaúcho, ou Carpegiani.

Saudações Celestes,
Renato Simões.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

A Síndrome do time "guerreiro"

Olá,

Hoje o post é sobre uma recente obsessão da torcida celeste, a alcunha do "Time de Guerreiros".

Que fique claro que eu sou total e absolutamente contra jogadores reconhecidos por sua raça e por serem "Guerreiros". Poucos são os casos de jogadores conhecidos por tais características, que também se destacavam por sua qualidade técnica, de cabeça, me lembro apenas de 2, Sorín e Kléber.

Ao meu ver, a alcunha de guerreiro só é destinada àqueles jogadores que não oferecem muito à um time, se não a sua raça e disposição. Nos grandes times, principalmente do Cruzeiro, o elenco era formado, em sua essência, por jogadores de grande capacidade técnica, assim como em 2003 e o mais recente 2009.

É notório que quase todos os grandes elencos tem um ou outro jogador desse tipo, tal como Cris (2003), A. Recife (2003) e Fabrício (2009), porém, eram casos específicos. Um time de "guerreiros", é um time que joga na base da correria, disposição e raça. Um time de "guerreiros", pode ser campeão de competições de tiro curto e baixo nível técnico, tal como é a Copa do Brasil hoje, porém, jamais serão capazes de vencer campeonatos mais longos ou de maior nível técnico, como o Brasileirão e a Copa Libertadores.

É bom lembrar que, historicamente, uma equipe e uma torcida que sempre valorizou times "guerreiros", foi nosso maior rival, que não pode ser reconhecido por suas grandes conquistas e mesmo no caso deles, eu dúvido que o time de Reinaldo, Marcelo Oliveira, João Leite e cia, a equipe recebia essa alcunha. Dentre os grandes times do mundo hoje, nenhum deles pode ser chamado de guerreiro, todos jogam na base da técnica e da troca de passes, coisa que o nosso atual time de "Guerreiros", não consegue fazer.

Sou adepto do bom futebol e do toque de bola, detesto times baseados em contra-ataques e correria. Prefiro o time de Adílson que o de Cuca, prefiro os times campeões de Luxemburgo, às retrancas campeãs de Muricy Ramalho. Ver o Cruzeiro quebrar sua tradição de bom futebol e técnica, com time de jogadores sem qualidade alguma, jogando apenas verticalmente e na base da correria e velocidade é simplesmente triste.

Saudações cruzeirenses.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quanta diferença!

Olá,

Meu nome é Renato, sou torcedor fanático do Cruzeiro Esporte Clube e como tal, tive a vontade de escrever sobre o recente rendimento do clube em campo, já que, ao meu ver, por conta dos bons resultados em uma competição muito fraca, como o campeonato mineiro, muito se mascará a verdade sobre a equipe celeste.

Em primeiro lugar, gostaria de falar que não acho que o elenco do Cruzeiro seja ruim, acho que algumas posições estão mal servidas de peças à altura do clube, mas não são o principal problema do time, nem o que impossibilitará vôos mais altos durante essa temporada. O problema maior do time está no banco de reservas e se chama Vágner Mancini.

O time celeste, até 2010, tinha como principal virtude, a paciência e o toque de bola.  NÃO, não jogava igual o Barcelona, nem nunca jogou, não era o mesmo tipo de toque de bola, nem a mesma paciência. Apesar dos dois estilos de jogo passarem pela troca de passes, o Cruzeiro até o meio de 2010, era um time mais incisivo que o barça, até porque precisava pressionar mais, para alcançar resultados, sem ter em seu elenco talentos com Xavi, Iniesta, Messi e cia. Porém, a equipe era muito bem estruturada e orquestrada pelo técnico Adílson Batista.

Quando em posse da bola, o Cruzeiro se organizava da seguinte maneira:


- A defesa se adiantava bem, até quase o centro do campo, utilizando um estilo de marcação mais parecido com o praticado na europa. Porém, como os jogadores não estavam acostumados a fazer este tipo de esquema, muitos gols de contra ataque eram sofridos.

- Os dois laterais da equipe faziam uma linha com o meia articulador e rodavam a bola voltando para a linha com os dois volantes mais adiantados, facilitando a aproximação e o toque de bola.

- M. Paraná e Fabrício trocavam constantemente de posição, devido à falta de qualidade do chute de Paraná. Se a bola fosse ao ataque, pela direita, era Fabrício quem saía para o jogo, para Paraná cobrir melhor a investida de Jonathan. Se fosse pela esquerda, os dois formavam uma linha que tinha como função proteger os avanços dos laterais.

- Ramires era constantemente acionado no ataque quando a jogada surgia pelo lado esquerdo, ou em contra-ataques.

- Wagner flutuava entre os volantes e os atacantes, sendo o cérebro pensante do time, caindo mais pela esquerda, para não "bater cabeça" com Kléber e tirar proveito da sua potente canhota. Quando a bola ia pelo lado direito de ataque, aproveitava da marcaçnao que era puxada por WP ou K30 e abria na entrada da área.

- Kléber jogava mais recuado que Wellington Paulista (sim, a dupla era essa, Thiago Ribeiro só ganhou a vaga de Wellington depois da competição, quando Kléber passou a ser mais centralizado e T. Ribeiro caía pelas pontas), o camisa 30 jogava de maneira semelhante a forma semelhante a que jogava Guilherme, quando a dupla era formada por Guilherme e Marcelo Moreno, no ano anterior. Era muito mais centralizado, mas abria pelos dois lados, principalmente o direito, para aproximar dos laterais e fazer jogadas pontuais pela linha de fundo, como foi no primeiro gol da partida semi-final, contra o Grêmio, no Olímpico.

- Wellington Paulista era centro avante mais fixo, mas recompunha para poder sair no contra-ataque.

- O time trocava passes de uma ponta a outra, até achar o espaço para a tabela entre lateral/meia e lateral/atacante. Utilizava muito do talento de Wagner e Kléber. Jonathan era a força nos cruzamentos.

O time atuou dessa mesma maneira, mudando poucos detalhes, até o final de 2010, quando foi vice-campeão brasileiro, com a diferença que Cuca, por vezes usava Roger como um volante um pouco mais adiantado e deixava um dos dois volantes bem mais fixo, fazendo com que Roger desafogasse o jogo de Montillo.

A partir de 2011 o Cruzeiro começou a jogar de outra maneira. Começou a explorar muito mais o contra-ataque, principalmente por ter na frente jogadores velozes e dribladores, como Montillo, Wallysson, T. Ribeiro e a chegada forte de Henrique e Jonathan, utilizando muito de lançamentos de Roger e Gilberto.

Quando o time perdeu seus dois atacantes velocistas (T. Ribeiro - negociado e Wallysson - machucado), o time repôs com centro-avantes, além de perder a chegada forte de Henrique, matando o contra-ataque da equipe, que ficaria muito concentrado em Montillo, que, não por coincidência foi o grande artilheiro do time, até começar a ser bem marcado. Com um time muito modificado, o Cruzeiro não mais jogava trocando passes, tampouco conseguia criar jogadas de contra-ataque, fazendo assim, a sua pior campanha no Brasileirão desde o início dos pontos corridos e uma das piores da história.

A grande esperança para 2012 era a mudança de alguns jogadores, para que o time, contando com a volta do único velocista do elenco, se preparasse para não jogar apenas na velocidade de seus atacantes. Porém, como vem sendo desde o início da temporada, tudo parece ter piorado. Apesar do melhor desempenho que na reta final do Brasileirão'11, fruto de melhor preparo físico e maior entrosamento dos atletas, o Cruzeiro joga apenas na velocidade, abdicando das trocas de passes, além de jogar com 2 centro-avantes na frente, de características diferentes e não complementares.


O que se vê hoje da equipe, é uma formação tática que não permite a ocupação de todos os espaços do campo, não permite variações táticas sem mudar o esquema de jogo e também impede a aproximação dos jogadores em campo, dificultando a troca de passes.

O lado mais ofensivo e de maior destaque do Cruzeiro é o lado direito, mas o posicionamento do atacante, muitas vezes impede a ultrapassagem do lateral, para chegar à linha de fundo em condições de cruzar. Como o atacante que joga aberto na direita é Wellington Paulista, centro-avante que não sabe ser segundo atacante, dificulta também as tabelas com o grande craque do time, Montillo, que com o isolamento no meio campo, fruto da falta de aproximação dos volantes, faz com que se torne alvo fácil da marcação adversária. O lado direito depende muito da individualidade e por vezes precisa que o zagueiro Léo conduza a bola até a intermediária e entregue para Montillo.

Já o lado esquerdo é ainda pior. Wallysson joga mais aberto pela esquerda que WP9 pela direita. Ele espera a aproximação do segundo volante, Marcelo Oliveira e do lateral. Mas como M. Oliveira é um pouco sobrecarregado na marcação, sendo o único a auxiliar L. Guerreiro, ele não tem a liberdade que deveria ter, para aproximar do atacante, que acaba, como nos últimos 2 jogos, ficando sem receber a bola durante boa parte do jogo. V. Mancini também não inverte os atacantes de ponta, a menos que ocorra uma substituição, o que mata o jogo do que seria o principal atacante celeste, Wallysson. O apoio dos laterais pela esquerda passa pelo mesmo problema que o apoio pela direita, a presença do atacante impede a ultrapassagem, o que dificulta cruzamentos que cheguem de frente para o atacante cabecear.

Por conta da dificuldade em se trabalhar a bola, o Cruzeiro tem suas melhores chances em exporádicas boas jogadas individuais, aproveitando erros nas "linhas burras" adversárias e toques de categoria de Montillo e por vezes de Marcos e Walter. A bola parada poderia ser uma arma, caso o time tivesse um batedor. Outra possível arma são os chutes de fora da área, que geralmente não levam tanto perigo ao gol adversário, como aconteceu ontem contra o time catarinense.

Hoje, logo após o jogo contra a Chapecoense, Júnior Brasil, da Itatiaia, contabilizou apenas 35 passes errados do time celeste, mesmo com um campo tão ruim. A explicação é simples, a troca de passes que ocorre no time do Cruzeiro, só ocorre atrás do meio campo, do meio para a frente, é na base da correira, vide os jogos contra América, Atlético e Chapecoense. O time não "dita" o ritmo de jogo, não faz a bola correr e sim, corre com ela.

É por isso, também, que hoje, dia 11 de Abril de 2012, 2 meses e 2 semanas depois do início da temporada, apenas 12 partidas após a pré-temporada, Vágner Mancini já fala em jogadores exaustos e desgastados (palavras ditas durante sua entrevista coletiva após o empate contra a Chapecoense), porque o time se baseia, unicamente, na velocidade de seus atletas.

Sorte ao Cruzeiro, pois irá precisar.

Saudações Celestes

Renato Simões